quinta-feira, 30 de junho de 2011

Escolas podem monitorar a vida virtual dos alunos

Casos de ofensas, ameaças a professores e polêmicas na internet levam instituições a exigirem que jovens retirem conteúdo das redes sociais.

Monalisa Perrone São Paulo
Muitos alunos usam as redes sociais como se estivessem numa conversa entre amigos. Reclamam de professores e diretores, chegando a ofendê-los. Desabafam de forma excessiva. Até ameaças acontecem, como um garoto que promete furar os pneus do professor que o colocou para fora da sala.
O que esses jovens esquecem é que o que eles postam na internet não fica restrito ao grupo de amigos. Vai pra todo mundo, inclusive para os ofendidos que podem procurar a justiça pedindo reparação, punição e até indenização. Se quem ofende é menor de idade, os pais respondem e pagam.
Atualmente é necessário monitoramento intenso da vida virtual do estudante. Muitas instituições criaram grupos só pra monitorar as redes sociais. Escolas estão mudando inclusive seus regimentos internos, as normas de comportamento, para identificar e punir rapidamente qualquer deslize, qualquer exagero na internet.
“Os pais tomam ciência de que o aluno tem que ter comportamento adequado no ambiente real e virtual. Não pode destratar ninguém em nenhum dos dois lugares”, afirma Cláudia Baratella, vice-diretora.
Numa escola, os olheiros são ex-alunos, contratados especialmente para saber o que os estudantes colocam nas redes sociais. Foram eles que descobriram a foto de duas alunas dando um selinho, que deu o que falar na internet.
Para a especialista em direito eletrônico, Rubia Maria Ferrão, a escola está certa em fiscalizar os alunos. “O impacto é muito grande. Pessoas podem deixar de se matricular naquela escola por acreditarem que situações negativas acontecem lá dentro”.

Referências: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2011/06/escolas-podem-monitorar-vida-virtual-dos-alunos.html . 30 de junho de 2011

terça-feira, 28 de junho de 2011

CFESS MANIFESTA CONVIDA A CATEGORIA PARA O DEBATE SOBRE OS USOS DE DROGAS

27/06/2011
Dia Internacional de Combate às Drogas
CFESS Manifesta convida a categoria para o debate sobre os usos de drogas

(arte: Rafael Werkema)

O aumento do consumo de algumas drogas, o surgimento de novas, a violência associada ao tráfico e os contornos trágicos de trajetórias pessoais e familiares de alguns dependentes de drogas, há décadas, preocupam autoridades públicas e grande parte da sociedade brasileira. Do mesmo modo, têm desafiado profissionais da saúde, especialistas e pesquisadores/as, que se dedicam ao conhecimento dos danos associados aos usos das diferentes drogas e à formulação de respostas cientificamente fundamentadas, socialmente legitimadas e eticamente orientadas. A mídia, em sua grande maioria, se limita a noticiar as “crackolândias”, as apreensões de drogas e as trágicas histórias de dependentes, com pouco ou quase nenhum compromisso sério com o debate sobre o complexo problema das drogas no Brasil. Mas como o Serviço Social brasileiro tem avaliado a questão?

Para começar a responder a esta pergunta, o CFESS, no Dia Internacional de Combate às Drogas, celebrado em 26 de junho, lançou um manifesto que aborda o tema. “O Serviço Social brasileiro precisa fundamentar e amadurecer uma posição no interior do debate contemporâneo sobre os usos de drogas, especialmente porque a atual legislação e a Política Nacional sobre Drogas normatizam a forma como o Estado e a sociedade brasileira vêm respondendo à realidade do consumo de drogas. Essas respostas, em sua maioria de caráter conservador, criam impactos sobre a vida dos/as usuários/as e de seus/suas familiares, muitos/as atendidos/as por nós, assistentes sociais, no interior das várias políticas sociais”, diz o documento.

Desde 2009, o CFESS possui representação no Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (CONAD), Conselho normativo e deliberativo que, dentre outras atribuições, acompanha e atualiza a política nacional sobre drogas, orienta normativamente sobre as atividades de prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários/as e dependentes de drogas, e acompanha e avalia a gestão dos recursos do Fundo Nacional Antidrogas (FUNAD). “A participação e o posicionamento do Serviço Social no debate contemporâneo sobre os usos de drogas devem ultrapassar os limites dessa representação. Pela importância e complexidade que os usos de drogas assumem na realidade brasileira, os/as assistentes sociais precisam amadurecer e fundamentar uma posição da categoria no interior desse debate”, afirma a assistente social Cristina Brites, representante titular do CFESS no CONAD (a suplência é da professora Roberta Uchoa).

Nesse sentido, o CFESS Manifesta se torna um convite à categoria para debater o tema, que ganhou visibilidade nos últimos dias com a decisão do Supremo Tribunal Federal, em 16 de junho, de aprovar a liberação da Marcha da Maconha em todo o país. Marcha que assume novos contornos e se vincula a outras bandeiras de luta, dentre elas, a Marcha pela Liberdade.

Leia o CFESS Manifesta do Dia Mundial de Combate às Drogas

Conselho Federal de Serviço Social - CFESS
Gestão Tempo de Luta e Resistência – 2011/2014
Comissão de Comunicação

Rafael Werkema - JP/MG - 11732
Assessor de Comunicação
comunicacao@cfess.org.br

Oficializada a Lei de Casamento Gay

O Casamento Gay já estava para ser oficializado, mas neste dia 05 de maio de 2011 as coisas realmente aconteceram! O Supremo Tribunal Federal aprovou a união estável entre pessoas do mesmo sexo incluindo os mesmos direitos e deveres que o casamento heterossexual possui.

Pelo que percebemos parece que com esta decisão algumas coisas ficarão mais claras e muito menos preconceituosas já que a lei está amparando os casais gays.
Sabemos que o preconceito ainda é muito, mas quem sabe com esta medida oficial isto melhore bastante.
Muitos direitos poderão ser adquiridos pelos parceiros que vivem maritalmente já que serão tratados como mais um tipo de família. Estes casais por muito tempo foram massacrados por causa de direitos que a eles não eram dados, portanto agora eles adquiriram muitos benefícios como todos os outros tipos de família que temos aqui no Brasil que são: família convencional formada com o casamento, família formada pela união estável, família composta somente por mãe e filhos e agora família formada pela união de pessoas do mesmo sexo.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Parada Gay reúne milhares na Avenida Paulista


SÃO PAULO - A festa para o début de 15 anos da Parada Gay de São Paulo, que reuniu 4,5 milhões de pessoas neste domingo, segundo a organização, foi marcada por discursos políticos a favor da criminalização da homofobia, arrastões e assaltos contra os participantes, regidos por uma música eletrônica que parecia incitar um ritual etílico que dominava todo o trajeto. Para comemorar a data, os organizadores ainda buscaram o improvável: colocar todo o público para dançar ao som de "Danúbio Azul".
A valsa, no entanto, só conseguiu ganhar seguidores quando entoada em altos decibéis num ritmo de techno-house-tribal, bem ao estilo das baladas gays em todo o mundo. A intenção era entrar para o Guiness Book como a valsa dançada pelo maior número de casais, o que não havia se confirmado até ontem à noite. Ainda em relação ao número de participantes, a Polícia Militar informou que não faria projeção oficial, deixando o dado a cargo dos organizadores.
Não fosse o engajamento político de um ou outro que estava em cima de um dos 15 trios elétricos, a discussão em torno do projeto de lei 122, que torna crime a homofobia, teria passado batida. Muitos participantes sequer tinham ideia dos efeitos da decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF), que, juridicamente, tornou possível a união homoafetiva.
- Sei lá que projeto é esse. Estou aqui só para dançar e zoar - dizia Carmem Fernandez, 27 anos, mais interessada em entrar e sair debaixo da bandeira de arco-íris que seguia a marcha.
Assim como já foi registrado em outros anos, os homossexuais também enfrentaram a ação de criminosos. O policiamento ostensivo, com 1.500 homens, não conseguiu conter arrastões isolados na Parada. Ao longo do trajeto, grupos de até 20 jovens, alguns aparentemente adolescentes, passavam pela multidão levando mochilas e telefones celulares. Depois da ação, se dispersavam na multidão. O GLOBO presenciou dois arrastões, um ainda na Avenida Paulista, concentração da parada, e outro quando os trios elétricos já desciam a Rua da Consolação.
Fernando Luz, de 17 anos, chorava ao lado de um amigo porque um grupo de assaltantes havia levado sua carteira com R$ 17 e um celular pré-pago.
- Quando eu percebi, já tinham me empurrado no chão e arrancado a carteira e o celular da minha mão. Foi um bando de pivete - disse ele, que continuaria no evento até o final.
Um dos bandos agiu próximo ao Conjunto Nacional, perto das 15h. Algumas garotas também integravam a quadrilha. Duas delas esbarraram em um grupo de adolescentes que, ao virarem para saber o que havia acontecido, foram surpreendidos pela ação de mais de 10 jovens.
A Polícia Militar informou que não recebeu queixas formais de arrastão na área. A organização da Parada informou que, infelizmente, grupos de deliquentes se misturam à multidão para "criar problemas".
Eleita a primeira diva da Parada Gay de São Paulo, a cantora Preta Gil abriu a 15ª edição do evento pedindo respeito à diversidade. Em coletiva à imprensa, ao lado do governador Geraldo Alckmin (PSDB), do prefeito Gilberto Kassab (PSD) e da senadora Marta Suplicy (PT-SP), Preta pregou a criminalização da homofobia. Com bom humor, usando vestido todo bordado em cristais, a cantora disparou:
- Eu sou uma travesti que já nasceu operada. E estou aqui muito honrada de ser primeira diva da Parada, por isso já vim toda trabalhada no brilho porque sou uma drag debutante, com muita honra, humildade e emoção - disse ela, lembrando da trajetória do pai, o cantor Gilberto Gil, nos anos 70. - Sou filha do tropicalismo. Quando exilados, meu pai e minha mãe foram torturados por não expressar sua música. Sou filha da liberdade e acredito na diversidade e na inclusão. Sempre fui militante da causa.
Além da criminalização da homofobia, os grupos gays querem também a aprovação da união civil no Congresso Nacional. O presidente da Associação de Gays Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros (ABLGT), Toni Reis, disse querer lançar um movimento na sociedade para pressionar o Congresso a acompanhar a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
- Não é nenhuma ameaça, mas, se nada for feito no Congresso, vamos trabalhar para entrar com ações para que os projetos a favor dos homossexuais que tramitam no Congresso sejam vistos com prioridade _ disse Reis, que levantou números sobre as condições dos gays pelo mundo. - Sete países têm pena de morte para homossexuais e 75 criminalizam a homossexualidade. Além disso, 260 pessoas foram assassinadas no país no ano passado.
A senadora Marta Suplicy disse que está tentando um acordo no Congresso para mudar o número do projeto de lei 122, que criminaliza a homofobia. Segundo ela, a medida já foi "demonizada" por setores da sociedade e uma mudança poderia fazer com que tivesse maior facilidade de aprovação no Congresso. A petista criticou a atuação do Legislativo em questões relativas aos direitos dos homossexuais.
- O Congresso Nacional se apequenou e se acovardou nos últimos anos em relação aos direitos dos homossexuais. Muitas pessoas já veem o diabo quando escutam o número 122. Por isso estou tentando um acordo no Congresso para mudar esse nome. O conteúdo teria poucas alterações - disse Marta.
O governador Geraldo Alckmin disse que os ministros do Supremo ouviram a voz da sociedade:
- Essa decisão do STF só foi possível graças à consciência de uma sociedade sobre os direitos das pessoas.
Para o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, a cidade sempre esteve pronta para receber o evento.
- São Paulo é uma cidade cidadã, e aqui prevalece a diversidade e a cidadania _ disse ele, lembrando que a Parada deve render receita de R$ 175 milhões ao município.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cidades/sp/mat/2011/06/26/parada-gay-reune-milhares-na-avenida-paulista-924768511.asp#ixzz1QUw1sIFk
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domingo, 26 de junho de 2011

Dia Internacional do Combate às Drogas

26 de Junho


A magnitude do problema do uso indevido de drogas, verificada nas últimas décadas, ganhou proporções tão graves que hoje é um desafio da saúde pública no país. Além disso, este contexto também é refletido nos demais segmentos da sociedade por sua relação comprovada com os agravos sociais, tais como: acidentes de trânsito e de trabalho, violência domiciliar e crescimento da criminalidade.
Os motivos que podem levar uma pessoa a se entregar ao vício de drogas são vários e vão desde a necessidade de aceitação por um grupo até um problema de cunho familiar ou emocional. Da mesma forma são inúmeras as pessoas que se aproveitam disso para traficar e obter lucros com as fraquezas alheias.
Mas como resolver essa situação? O tráfico cresce porque cresce o número de usuários de drogas.
Este número aumenta porque aumenta o tráfico de drogas.
Isso significa que não adianta combater às drogas simplesmente como um "problema de polícia".
Não adianta lutar contra o tráfico, enquanto crime, e esquecer de lutar contra às causas que levam as pessoas ao consumo e a dependência química. O combate às drogas deve se dar também no âmbito educacional, psico-social, econômico e até mesmo espiritual.
Muitos setores da sociedade já perceberam isso e, em conseqüência, aumentam as campanhas de combate às drogas e as organizações que visam a recuperação de dependentes químicos e sua reintegração na sociedade. Exemplo desse esforço social foi a campanha da Fraternidade de 2001, da Igreja Católica, cujo tema foi, "Vida Sim, Drogas Não".
Saiba como agir - Tente conversar e mostrar ao dependente químico quais os danos que o vício está causando na vida dele, bem como apresentar-lhe soluções viáveis. Caso o viciado já esteja numa fase crônica, não relute em encaminhá-lo para uma clínica de recuperação; mas não deixe de comunicá-lo anteriormente.
A ajuda e as dicas de um profissional competente, como um psicólogo ou psiquiatra, são de extrema importância para o próprio dependente e para aqueles que têm que lidar com um. Outro fator relevante é tornar o dependente ciente de seu comportamento quando está sob efeito da droga e as conseqüências que ele traz para si e para as demais pessoas.

Fonte:UFGNet

quarta-feira, 22 de junho de 2011

30 horas e Frente contra privatização do SUS‏

Confira as novidades do site do Conselho Federal de Serviço Social
MAILING CFESS
Brasília, 21 de junho de 2011

CFESS fortalece a luta pelas 30 horas em novas reuniões
Após encontro com a Fenasps, Conselho estuda realização de Seminário Nacional
Desde a aprovação da lei 12.317/2010, que garantiu aos/às assistentes sociais brasileiros/as a jornada semanal de 30h sem redução salarial, o Conjunto CFESS-CRESS soube que uma nova luta se colocaria em questão: a implementação do direito, conquistado democraticamente pela categoria.Nesse sentido, o Conselho Federal se reuniu novamente com integrantes da Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps) e dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Previdência e Assistência Social (Sinsprev) de vários estados. O encontro ocorreu na sede da Federação em Brasília (DF) neste sábado, 18 de junho. Saiba mais

ABEPSS busca melhores condições de trabalho para docentes
Dia Nacional de Luta dos/as servidores/as públicos/as ocorreu na última semana
As greves dos/as servidores/as administrativos/as das universidades federais já abrange cerca de 40 instituições em todo o Brasil, desde o início do movimento, em 6 de junho. O novo ato de mobilização foi a manifestação, realizada nesta quinta-feira, dia 16, na Esplanada dos Ministérios em Brasília, incluindo, além de profissionais da educação, outros/as servidores/as públicos/as federais. É justamente nesse sentido que a ABEPSS, entidade parceira do CFESS, iniciou, como uma das deliberações da atual gestão, "Reafirmar conquistas e permanecer na luta", um levantamento sobre os estudos acerca da precarização do trabalho docente no Brasil, juntamente com o Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN). Leia mais

Pessoa idosa é sujeito de direitos!
CFESS Manifesta no Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa
O dia 15 de junho é marcado pela Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa em âmbito mundial. E os/as assistentes sociais brasileiros/as têm, cada vez mais, somado-se à luta e resistência dos diferentes segmentos que se mobilizam por sua erradicação no país e no mundo. "Na particularidade brasileira, a naturalização do fenômeno da violência contra a pessoa idosa traduz-se na invisibilidade deste fato ao longo da história. Recentemente, tornou-se parte da agenda governamental, traduzindo-se em serviços às pessoas de 60 anos ou mais, no contexto da Proteção Integral devida pela família, comunidade e Estado, conforme definida no Estatuto do Idoso", diz o CFESS Manifesta divulgado sobre a data. Leia o CFESS Manifesta

Para salvar a Saúde: mobilização contra a privatização do SUS ganha força
Assistentes sociais devem estar nesta luta. Frente contra as OS esteve em Brasília na última semana

 
Dos dias 7 a 9 de junho, integrantes da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde, formada por entidades, fóruns populares de saúde e movimentos sociais na defesa do SUS, estiveram em Brasília (DF), mais uma vez, para uma série de reuniões e audiências em busca de apoio para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) a votar pela procedência da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN 1.923) contra a Lei 9.637/1998, que legaliza a terceirização da gestão de serviços e bens coletivos para entidades privadas, mediante o repasse de patrimônio, bens, serviços, servidores e recursos públicos. O CFESS participou da intensa agenda da Frente. Leia mais

Conselho Federal de Serviço Social - CFESS
Gestão Tempo de Luta e Resistência – 2011/2014
Comissão de Comunicação

Diogo Adjuto - JP/DF 7823
Rafael Werkema - JP/MG 11732
Assessoria de Comunicação
comunicacao@cfess.org.br
 




terça-feira, 21 de junho de 2011

Curso de Serviço Social na Educação – 06 e 07 de julho de 2011

Com a finalidade de promover a sensibilização e a discussão com a comunidade a respeito das questões que se refiram aos profissionais da área de Serviço Social, a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), por meio do Grupo de Trabalho de Serviço Social na Educação (GTSSEDU) estará abrindo uma turma para o Curso de Serviço Social na Educação, na cidade de Camaçari, estado da Bahia.
O “Curso de Serviço Social na Educação: desafios e perspectivas” contará também com a participação de profissionais da área de Educação (e não apenas de Serviço Social), como professores, pedagogos e dirigentes escolares, os quais, juntos, promoverão discussões e buscarão formas adequadas de inserção dos profissionais de Serviço Social, tanto nas escolas da rede municipal de Camaçari quanto nas de outras cidades baianas.
O evento será realizado nos dias 06 e 07 de julho de 2011, no Plenário da Câmara de Municipal de Camaçari-BA. As inscrições poderão ser feitas através de solicitação enviada para o e-mail gtssedusalvador@gmail.com, bastando que os interessados informem o nome, a instituição de origem ou de trabalho, a formação, um e-mail e um telefone para contato.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

COLESS NA UFRB DIA 09 DE JULHO DE 2011

DIVULGANDO!!!
Prezados alunos é necessario a participação de vocês nesses movimentos.



Olá a tod@s

Gostaria de convidar a tod@s para dia 09/07 participar do COLESS - Conselho Local de Estudantes de Serviço Social, para juntos construirmos o ELESS - Encontro Local de Estudantes de Serviço Social que será em Setembro.
O COLESS será na UFRB - CAchoeira, das 08 às 18h.
Aguardamos tod@s,

P.S. Por favor divulguem esse encontro que é de grande importância para o MESS.

Abraços!!!



--
“O conhecimento é de dois tipos: ou dominamos o assunto, ou sabemos onde
encontrar as informações sobre ele.”

Samuel Johnson




Carolina Freitas
Serviço Social - FAN
Coord. Reg. ENESSO - Região III
Gestão Mobilizar para Lutar!! 2011/2012
Tel: (75) 9121-0907

domingo, 19 de junho de 2011

Novos Ares no NESSE FEIRA

MONITORES 2011.2

TURMA NESSE 2011.1


São João Batista
João Batista e Jesus Nazareno, eram primos em segundo grau, porque Maria e Isabel mães de Jesus e João eram primas. Sempre se avistavam os meninos , com pouca diferença de idade (João + velho)
Também sentiam-se felizes em companhia um do outro
O carpintaria de José, pai de Jesus, já estava fechada e José buscava a serenidade do interior domestico para o repouso.
As duas mães se entreolharam, inquietas e perguntavam a si próprias para onde teriam ido as duas crianças.
Nazaré, com sua paisagem, das mais belas de toda a Galiléia é talvez o mais formoso recanto da Palestina. Suas ruas humildes e pedregosas, suas casinhas pequeninas, se agrupam em cima das montanhas.
Maria e Isabel avistaram seus filhos lado a lado, banhados pelos derradeiros raios vespertinos.
Quem poderia saber qual a conversação solitária que se trocava entre eles.
Falavam de assuntos celestiais, da vontade de Deus junto a ambos.
"João partira primeiro" disse Jesus.
Seria o Precursor, isto é : o preparador do caminho.
Aquele que falava ao deserto.
Dos corações. Aquele que foi chamado " A vós que clama no deserto ’’ Arrependei vos, porque é chegado o reino dos céus.
João, era valoroso pregador, amigo da justiça e da verdade. (falar sobre Herodes Herodias e Salomé ). Vestia-se de peles de animais e alimentava-se de mel silvestre e frutas. Usando um cinto largo a volta da cintura e o seu cajado de pastor de ovelhas.
Operário, de primeira hora é ele o símbolo rude da verdade. Exprimindo a austera disciplina que antecede a espontaneidade ,João é o primeiro sinal do cristão ativo ,em guerra com as próprias imperfeições do seu mundo interior, a fim de estabelecer com Jesus, o santuário de sua realização.
Foi por essa razão que dele disse Jesus:
" Dos nascidos de mulher, João é o maior de todos"
Chamado o Batista porque por ele, o povo era batizado no rio Jordão, confessando os seus pecados.
Porém ele os alertava dizendo "Raça de víboras" quem vos induziu a fugir da ira vindoura?
Produzi frutos de arrependimento, e não presumais, de vós mesmos , dizendo : Temos por Pai a Abrahão, porque eu vos digo, que mesmo d’ estas pedras, Deus pode suscitar filhos a Abrahão.
E também esta posto o machado a raiz das árvores :Toda árvore que não produz bons frutos, é cortada e lançada ao fogo.
Eu vos batizo com água , para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com fogo e o Espirito Santo .Em sua mão ele tem a pá, limpará a sua eira e recolherá no celeiro o seu trigo e queimará a palha com fogo.
Batismo de Jesus.
Um dia Jesus foi ao rio Jordão pedir a João Batista que o batizasse ,mas João opunha-se-lhe dizendo.
Eu careço ser batizado por ti, e vens tu a mim.



 BOM SÃO JOÃO A TODOS !

sábado, 18 de junho de 2011

SOBRE O SEMOC

Boa tarde a todos

A data de inscrição de artigos na SEMOC foi prolongada para o dia 30-06-11.
Como todos ficaram de entregar um artigo até o dia 30-06-11 para o caderno de textos então da para todos se escreverem na SEMOC.
Quem já tiver alguma coisa escrita e só enviar para Marcela no e-mail: marcelasilva.gtssedu@gmail.com ou mmjsilva@gmail.com.

Fico em aguardo da resposta.

Atenciosamente



Ivanildo.Sancho
Bacharel em Serviço Social - UCSAL
Secretário Geral do GTSSEDU
gtssedusecretariageral@gmail.com
gtssedu-ufrb.blogspot.com
71- 8865-2787

terça-feira, 14 de junho de 2011

ENCONTRO DO ENCERRAMENTO DO NESSE 2011.1

Hoje o NESSE foi marcado pelo clima de despedida pelas estagiárias Fernanda Brito, Fernanda Freitas, Tatyane Rabel, Liz Menezes que estavam encerrando seu ciclo no Serviço Social da UEFS e o encerramento do semestre do NESSE que foi marcado por uma discussão sobre Educação Especial pela especialista e servidora da CEB-UEFS em Educação Especial que foi muito importante .

Apartir das apresentaçoes das meninas foram marcados pela despedida das monitoras 2011.1 e apresentação dos monitores 2011.2 .


A celebração das diferenças, o direito de pertencer, a valorização da diversidade humana, a solidariedade humanitária, a cidadania com qualidade de vida (SASSAKI,1997).
      

domingo, 12 de junho de 2011

Piso salarial, 30 horas, Copa do Mundo e muito mais!‏

Confira as novidades do site do Conselho Federal de Serviço Social
MAILING CFESS
Brasília, 10 de junho de 2011

CFESS vai à Câmara discutir o PL Piso Salarial
Reunião foi com o relator da matéria, deputado Mauro Nazif
Na semana em que se comemoram os 18 anos da lei de regulamentação da profissão de assistente social ( lei 8.662/93), o CFESS segue firme na luta em diversas frentes de atuação, no intuito de garantir direitos para os/as assistentes sociais de todo o Brasil. Nesta quarta-feira, 8 de junho, a gestão Tempo de Luta e Resistência (2011-2014), representada pelas conselheiras Sâmya Ramos e Lúcia Lopes, se reuniu com o deputado Mauro Nazif (RO), relator do PL Piso Salarial. Leia a matéria completa


PL SUAS vai à sanção presidencial
Projeto que altera a LOAS foi aprovado no Senado nesta quinta-feira
O Projeto de Lei da Câmara (PLC 189/2010), que altera a Lei de Organização da Assistência Social (LOAS) e ficou conhecido como PL SUAS, foi aprovado no Senado Federal nesta quinta-feira, 9 de junho. O PL segue para sanção da presidente Dilma Roussef. Pelo texto do PLC, o país passará a contar com formato de prestação de assistência social descentralizado e com gestão compartilhada entre governo federal, estados e municípios, com participação de seus respectivos conselhos de assistência social e ainda das entidades e organizações sociais públicas e privadas que prestam serviços nessa área. Saiba mais


Pela liberação e divulgação do kit Escola sem Homofobia!
CFESS divulga nota pública em defesa dos direitos LGBT
Indignação. É com esse sentimento que o CFESS lançou, na terça-feira, 7 de junho, uma nota pública pela liberação e divulgação do kit Escola sem Homofobia do Ministério da Educação (MEC), vetado pela presidenta Dilma Rousseff no último dia 25 de maio. É no mínimo incoerente que, no contexto do 17 de maio – Dia Mundial de Luta contra a homofobia/lesbofobia/transfobia, e da convocação, pelo Governo Federal, da II Conferência Nacional LGBT (que se realizará em dezembro de 2011), o kit de ferramentas pedagógicas do Projeto Escola Sem Homofobia tenha sido vetado pela presidenta, diz trecho do documento.
Leia a nota completa


Lei de regulamentação profissional completa 18 anos
Leia o CFESS Manifesta: A maioridade da lei 8.662/1993 em tempo de luta e resistência
Desde o início do ano 2011, o CFESS vem lançando uma série de materiais em comemoração aos 18 anos do Código de Ética do/a Assistente Social e da Lei 8.662/1993, que regulamenta a profissão. O primeiro deles foi a Agenda 2011 do/a Assistente Social, que teve como tema: "Código de Ética e Lei de Regulamentação: 18 anos em movimento na defesa de direitos". Agora, no dia 7 de junho, quem completou 18 anos foi a Lei de Regulamentação Profissional. Sancionada em 1993, a Lei 8.662 substituiu a legislação que vigorava desde 1957. Leia o CFESS Manifesta dos 18 anos da Lei de regulamentação profissional


CFESS reivindica implementação das 30 horas no INSS
Junto com a FENASPS e o SINSPREV, Conselho esteve no Ministério da Justiça
A quinta-feira, 10 de junho, foi de luta pela implementação da jornada semanal de 30 horas sem redução salarial no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O CFESS participou de uma reunião com o Secretário Nacional de Justiça, Paulo Abrão Pires, em seu gabinete no Ministério da Justiça, em Brasília (DF). Defendendo os direitos dos/as assistentes sociais, o CFESS foi representando pela presidente, Sâmya Ramos. Também participaram do encontro a conselheira do CRESS-SP, Andresa Lopes, e diretores da FENASPS, do SINSPREV e do grupo Tortura Nunca Mais.
Leia a matéria completa


Direito à cidade? Exclusão é a marca das obras para os megaeventos
Serviço Social deve estar atento aos impactos causados pela realização da Copa do mundo e das Olimpíadas no Brasil
“As obras para realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 estão, literalmente, passando em cima das comunidades e dos direitos dos/as cidadãos/ãs”. A denúncia é do dirigente da Central de Movimentos Populares (CMP), Benedito Barbosa, durante o Seminário de Capacitação para o Conselho Nacional das Cidades, realizado em Brasília, nos dias 6 e 7 de junho, pelo Fórum Nacional de Reforma Urbana, articulação nacional que congrega movimentos sociais e entidades em defesa da reforma urbana. O CFESS, que integra o Fórum, marcou presença no Seminário. Veja a matéria completa

ABEPSS também diz sim para a educação pública, gratuita e de qualidade
Veja a carta aberta da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social aos/às estudantes
Na última quarta-feira, 7 de maio de 2011, a Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ABEPSS) divulgou uma carta aberta aos/às estudantes de Educação à Distância sobre a campanha "Educação não é fast-food: diga não para a graduação à distância em Serviço Social", lançada pelas entidades representativas da categoria (Conjunto CFESS-CRESS, ABEPSS e ENESSO) com apoio do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES – SN). Leia a carta da ABEPSS na íntegra

Conselho Federal de Serviço Social - CFESS
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sexta-feira, 10 de junho de 2011

ENCERRAMENTO DO SEMESTRE DO NESSE 2011.1


CONVIDAMOS A TODOS PARA O ENCERRAMENTO DO SEMESTRE DO NESSE 2011.1 ! 
ENCERRAMENTO TB DAS ESTAGIÁRIAS DA UEFS FERNANDA BRITO , FERNANDA FREITAS , TATYANE RABELO E LIZ MENEZES!
OCORRERÁ ENTREGA DOS CERTIFICADOS DO SEMESTRE! IMPRESCENDÍVEL A PRESENÇA DE TODOS  !
IREMOS FAZER UMA CONFRATERNIZAÇÃO DE ENCERRAMENTO SEMESTRAL EM CLIMA JUNINO . ENTÃO PEDIMOS QUE LEVEM ALGO PARA NOSSA CONFRATERNIZAÇÃO TIPO: PÃEZINHOS , EMPANADA , AMENDOIM , MILHO , LARANJA , BOLO , GUARANA , SUCO DE CAIXA! FICA AO SEU DISPOR !
SERÁ AS 14 HRS COM UMA DISCUSSÃO SOBRE EDUCAÇÃO ESPECIAL ...AGUARDAMOS TODOS LÁ DIA 14 DE JUNHO AS 14 HRS  NO MÓDULO 7 , AUDITÓRIO 5 DA UEFS!

terça-feira, 7 de junho de 2011

SESSÃO DE FILME HOJE NO NESSE

O filme “Escritores da Liberdade” e a função do pensamento em Hannah Arendt
por Raymundo de Lima


... Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!...  Martin Luther King – fragmento do memorável discurso "I Have a Dream", de 28/08/1963.

Todos somos atores de nossa vida, mas nem sempre podemos ter sua autoria. O pensar [e o escrever] favorece a autoria da existência.  Dulce Critelli, 2006.

Há muitos filmes americanos sobre escola, mas não como "Escritores da Liberdade". (Freedom Writers, EUA, 2007). Porque é o único filme dessa categoria que incentiva os alunos a lerem literatura, ponto de partida para testar a vocação de cada um para escrever dede um diário sobre o cotidiano trágico de suas vidas até uma poesia hip hop ou um livro de ficção. O valor desse filme também está na ousadia da linguagem cinematográfica mostrando os problemas psico-sócio-culturais que atingem a escola contemporânea; também porque ele dá visibilidade à diversidade dos grupos, com seu rígido código de honra, cada um no seu território, o narcisismo da recusa e da intolerância para com “os outros”, o boicote às aulas, a prontidão para aumentar os índices de violência entre os jovens e transformar a escola no seu avesso, isto é, uma comunidade bem próxima da barbárie, o que de fato vai acontecer em 1992, em Los Angeles, EUA.
O filme é baseado na história real de Erin (interpretada por Hilary Swank[1]), uma professora novata interessada em lecionar Língua Inglesa e Literatura para uma turma de adolescentes resistentes ao ensino convencional; alguns estão ali cumprindo pena judicial, e todos são reféns das gangues avessas ao convívio pacífico com os diferentes.
Como em outros filmes sobre turmas problemáticas, a professora Erin toma sua tarefa como um grande desafio: educar e civilizar aquela turma esquizofrênizada e estigmatizada como “os sem-futuro” pelos demais professores. Percebe que seu trabalho deve ir para além da sala de aula, por exemplo, visitando o museu do holocausto, possibilitando aos jovens saber os efeitos traumáticos da ideologia da “grande gangue” nazista, que provocou a 2ª. Guerra Mundial e o holocausto, e também reconhecer as semelhanças com suas “pequenas gangues” da escola. Nota: a palavra “holocausto”[2], referida no filme, é usada mais pelos judeus. E, “genocídio”[3] é o termo cunhado pelo Direito Internacional do pós Guerra. Ambas significam o ato racional de eliminação de seres humanos em escala inimaginável (conferir nota de rodapé).
O método da jovem professora consistiu em entregar para cada aluno um caderno para que escrevessem, diariamente, sobre aspectos de suas próprias vidas, desde conflitos internos até problemas familiares e sociais. Também, instigou-os a ler livros como "O Diário de Anne Frank" com o propósito de despertar alguma identificação e empatia, ainda que os personagens vivam em épocas diferentes; a partir de eventuais encontros imaginários cada aluno poderia desenvolver uma atitude especial de tolerância para com o “outro”. Na vida real, os diários foram reunidos em um livro publicado nos Estados Unidos, em 1999, e terminaram inspirando o diretor Richard LaGravenese para fazer esse filme.
Formada em Direito, Erin se torna professora, desagradando seu pai e marido. No início, ela demonstra ingenuidade, timidez, curiosidade e determinação; sua vocação para o magistério vai se construindo conforme os desafios que ela encontra entre os alunos e ao lidar com a burocracia e o conservadorismo dos funcionários do sistema pedagógico da escola. Os judeus nova-iorquinos diriam que o diferencial de Erin é ela ter “chutzpah”: ousadia, garra, determinação, toma iniciativa, ir-à-luta. Os diversos obstáculos próprios de qualquer sistema escolar faz com que ela se sinta desafiada a fazer algo-mais.
Seu estilo não é teatral, tal como os professores protagonistas dos filmes “O triunfo”, “Sociedade dos poetas mortos”, “Escola da vida”. Também não é autoritária como “Meu mestre, minha vida”, e nem experimentalista como é o professor Ross, do filme “A onda”. Seu estilo pedagógico está para o ensaísmo apaixonado, romântico, humanista, mas sem perder de vista a racionalidade do propósito educativo. Primeiro, ela tenta “dar aula” segundo manda o modelo tradicional, que não funciona com alunos indiferentes ao propósito da escola eminentemente ensinante. Uma aluna questiona pra que serve aprender tal conteúdo abstrato considerado inútil para melhorar sua vida real; outro dirá que o fato de ela ser professora “branca” não é suficiente para ele respeitá-la. Cabe à professora ter argumentos consistentes que respondam essas questões imprescindíveis na escola contemporânea. No segundo momento, Erin faz o reconhecimento dos grupos de iguais (narcísicos), e, obviamente sente empatia com os excluídos. Terceiro, devolve aos alunos esse reconhecimento com um pensamento crítico, fazendo-os reconhecer, sentir e pensar sobre a realidade criada por eles próprios. Quarto, não os aceita na condição de vítimas reativas, e cobra-lhes responsabilidade por suas escolhas e seus atos de exclusão para com os diferentes. Ou seja, sua ação pedagógica é inovadora porque desperta a motivação dos alunos para expressar seus sentimentos, ler, pensar, escrever, e mudar a partir do reconhecimento como sujeito-de-sua-história.
Na concepção de Hannah Arendt, duas causas podem ter relação profunda com a crise da educação em nossa época: a incapacidade de a escola levar os alunos para pensar e a perda da autoridade dos pais e professores. Ambas fazem com que as crianças e adolescentes fiquem sujeitos à tirania de uma maioria qualquer (grupo social, tribos, gangs) e de um líder carismático ou populista. Portanto, o ato educativo de Erin é ao mesmo tempo político e ético, porque visa transformar alunos “não-pensantes”, “incivilizados”, “não-humanizados”, em seres humanos que podem exercitar o pensamento crítico sobre a realidade e seus atos; suas propostas de dinâmicas com os grupos leva-os a rememorar situações e rever suas posições na história de cada um, podendo até criar em cada aluno uma nova ética que melhor orienta seus gestos e palavras para evitar magoar o seu próximo. As dinâmicas e debates em sala de aula desmarcaram o recorrente discurso vitimista desses grupos, que tendem ao comodismo da sua desgraça, e ao mesmo tempo projeta no outro a responsabilidade pela sua própria irresponsabilidade ou fracasso como sujeito-cidadão no meio social. É preciso que cada qual se responsabilize e se comprometa “fazer sua parte”, ou como diz a velhinha que abrigou Anne Frank: “fazer a coisa certa” ou ética, como uma pessoa comum, anônima, e representante do que é ser civilizado.
Uma educação que não exercita o ato de pensar, com todos os seus riscos, além da própria ausência de pensamento, tem como efeito o não comprometimento, o não tomar decisões, ou não se responsabilizar por elas. “A tarefa fundamental do pensar é descongelar as definições que vão sendo produzidas, inclusive pelo conhecimento e pela compreensão e que vão sendo cristalizados na história. A tarefa do pensar é abrir o que os conceitos sintetizam, é permitir que aquilo que ficou preso nos limites da sua própria definição seja liberado. É livrar o sentido e o significado dos acontecimentos e das coisas da camisa-de-força dos conceitos” (CRITELLI, 2006, p. 80).
É preciso, portanto, criar dispositivos – como ler, escrever, falar elaborado – que “operem como obstáculo para que aqueles que não se decidiram a ser maus não cometam maldades” (CORREIA, A. 2006, p. 50). Conforme diz Arendt: “os maiores malfeitores são aqueles que não se lembram porque nunca pensaram na questão, e, sem lembrança, nada consegue detê-los [...]. O maior mal não é radical, mas possui raízes, e, por não ter raízes, não tem limitações, pode chegar a extremos impensáveis e dominar o mundo todo”, como foi a trágica experiência dos regimes totalitários, o nazi-fascismo e o stalinismo.
Para alguns, é insuficiente o(a) professor(a) apenas “fazer sua parte”, visto existir um mundo para além dos limites de sua sala de aula. Mas, a lição da professora do filme está em “fazer-bem-sua-parte” exatamente no ponto nevrálgico e temporal que é a educação: ser um ato civilizatório entre o passado e o futuro. Diz ela: “A tarefa da educação é justamente a de apresentar o mundo às gerações do presente, tentando fazê-las conscientes de que comparecem a um mundo que é o lar comum de múltiplas gerações humanas. Ao conscientizá-los do mundo a que vieram, estas deverão compreender a importância de sua relação e ligação com as outras gerações, passadas e vindouras. Tal relação se dará, primeiro, no sentido de preservar o tesouro das gerações passadas, isto é, no sentido de a geração do presente tomar o cuidado de trazer a esse mundo sua novidade sem que isso implique a alteração, até o irreconhecimento, do próprio mundo, da construção coletiva do passado(apud FRANCISCO, 2006, p.35).
Tal posicionamento pedagógico-político-ético da função docente deve ser marcado pela sua autoridade, sensibilidade, e senso de inovação, que ao ser testado na realidade cotidiana da escola costuma pagar um preço em forma de resistências, incompreensões e críticas maldosas. Assim posicionado nesse tripé é que o docente pode tanto se defender dos ataques de fora como resistir às frustrações advindas do seu próprio trabalho. Também, a partir desse estilo ela pode melhor se preparar para evitar cair no criticismo raso dirigido ao sistema, como forma única de luta; ou seja, a experiência tem demonstrado que muitos na escola e na universidade usam de verbosidade sem ação, não se comprometem de corpo e alma testando táticas inovadas de lutas (no sentido da esquerda política) visando melhorar a qualidade do ensino; outros ficam esperando que o governo ou dono de escola tomem iniciativas, ou autorizem (o)a professor(a) fazer algo inovador no seu trabalho docente no sentido de reverter o baixo rendimento dos alunos, por exemplo.
Que cada professor(a) faça diferença no seu ato de ensinar. O ensino regular visa levar os alunos aprenderem os conteúdos programados pelos currículos. Contudo, não se pode ensinar sem incluir também uma mudança educativa. Um ensino sem educação para o pensar é vazio de sentido prático e existencial. Uma educação sem aprendizagem dos conteúdos também é vazia e tende a degenerar em retórica moral e emocional. Ensinar e educar implicam em responsabilidades: pedagógica, política e moral, dentro e fora da escola; implica, ainda, na responsabilidade do coletivo[4] do professorado de civilizar a nova geração que irá povoar o mundo.
No dizer de Arendt (1989) “A educação é, também, onde decidimos se amamos nossas crianças o bastante para expulsá-las a seus próprios recursos, e tampouco arrancar de suas mãos a oportunidade de empreender alguma coisa nova e imprevista para nós, preparando-as em vez disso com antecedência para a tarefa de renovar um mundo comum”.
Nós, professores e professoras, devemos assistir ao filme “Escritores da Liberdade” por várias razões: para que possamos inovar o ato de ensinar adequado à realidade cultural dos alunos; para que, além de ensinar, também possamos adotar uma atitude de pesquisa-ação com os grupos que se formam em sala de aula e na escola, quase sempre atraídos pela semelhança formando grupos narcísicos, cujo sintoma visível é a intolerância para com os demais; para que aprendamos a acolher e contextualizar as situações de vida dos alunos com as de outras vidas relatadas pela história da humanidade – que, através de um diário ou redação qualquer eles aprendam a significar suas histórias com outras histórias; para que os professores do nosso Brasil se empenhem mais-e-mais em ler literatura, porque só podemos cobrar dos alunos esse hábito se nós também nos habituamos a ler, isto é, se ler e compreender[5] já fazem parte de nossa virtude pessoal. (aquele que lê e compreende tem maior probabilidade de escrever suas próprias narrativas); para que os professores façam autocrítica sobre o quantum de paixão (ou libido) têm pelo trabalho com os alunos não deve necessariamente implicar a sua desatenção (ou desapaixonamento) para com os seus próximos: marido, esposa, filhos, etc.
Bom filme pra todos!!!

Filme: Escritores da liberdade (Original: Freedom Writers) País: EUA/Alemanha - Gênero: drama.  Classificação: 14 anos. Duração: 123 min. Ano: 2007. Direção: Richard LaGravenese . Produção: Danny DeVito, Michael Shamberg, Stacey Sher.  Elenco: Hilary Swank, Patrick Dempsey, Scott Glenn, Imelda Staunton, April Lee Hernandez, Mario, Kristin Herrera, Jacklyn Ngan, Sergio Montalvo, Jason Finn, Deance Wyatt, Vanetta Smith, Gabriel Chavarria, Hunter Parrish, Antonio Garcia.
Sinopse: Hilary Swank é uma professora novata que tenta inspirar seus alunos problemáticos a aprender algo mais sobre tolerância, valorizar a si mesmos, investir em seus sonhos e dar continuidade a seus estudos além da escola básica. Também ela é ousada ao enfrentar os grupos formadores de gangs em sala de aula, levando-os a pensar sobre a formação e ideologia dos próprios.


Referências
ARENDT, H. As origens do totalitarismo. São Paulo: Cia. das Letras, 1989.
ARENDT, Hanna. A crise na educação. In: Entre o passado e o futuro. São Paulo: Perspectiva, 2001, p. 238-9.
CORREIA, Adriano. O pensamento pode evitar o mal? In: Rev. Educação: Hannah Arendt pensa a educação. São Paulo: Segmento, n.4, 2006, p.46-55.
CRITELLI, Dulce. O ofício de pensar. In: Rev. Educação: Hannah Arendt pensa a educação. São Paulo: Segmento, n.4, 2006, p.74-83.
FRANCISCO, Maria de Fátima S. Preservar e renovar o mundo. In: Rev. Educação: Hannah Arendt pensa a educação. São Paulo: Segmento, n.4, 2006, p. 26-35.
REBELLO DE SOUZA, Denise Trento. Formação continuada dos professores e fracasso escolar: problematizando o argumento da incompetência. In: rev. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.32, n3, p.477-492, set./dez.2006.

 
[1] A novata atriz Hilary Swank é merecedora de dois prêmios Oscar pelos filmes: “Menina de ouro” e “Meninos não choram”.
[2] Holocausto [gr. Holókauston], originalmente, significava o "sacrifício em que a vítima – um animal - era queimada inteira", tendo assim um sentido de imolação ou expiação. No período nazista, entre 1935 e 1945, os judeus se viram diante de um novo holocausto, sendo obrigados à perda da cidadania, a trabalhos forçados, a suportarem a brutal separação dos membros da família inclusive de crianças, a serem fuzilados em massa, a serem transportados pela força para os campos de concentração onde terminavam sendo exterminados coletivamente em câmaras de gás. Durante o holocausto, cerca de 6 milhões de judeus foram assassinados para cumprir o que os nazistas chamavam de ‘solução final’. Alguns analistas entendem que o emprego da palavra holocausto teve o intuito de significar mais que a palavra ‘genocídio’. C. Lash (1990), por exemplo, argumenta que “o massacre dos judeus tornou-se holocausto porque a palavra “genocídio”, numa época genocida havia perdido a capacidade de evocar os sentimentos apropriados aos fatos que procurava caracterizar. Ao buscar uma linguagem ainda mais extrema, os historiadores do holocausto contribuíram para a degradação do “genocídio” (...). Contra os poloneses e outros povos cativos da Europa oriental, Hitler praticou o que pode ser denominado de genocídio, de acordo com Y. Bauer (...). [isto é, a política nazista assassinou sistematicamente judeus, e, também, comunistas, homossexuais, ciganos, Testemunhas de Jeová, e todos as pessoas consideras pelos nazistas como ‘inferiores’. No entanto], “é preciso alertar que somente os judeus experimentaram um holocausto” (LASH, 91). Portanto, mais do que o genocídio, a palavra holocausto passou a ser empregada com o sentido de extermínio em massa racionalizado e insano dos judeus, coisa que era “impensável” até acontecer de fato como o maior acontecimento trágico do século 20.
[3] Ver nosso artigo disponível em: <www.espacoacademico.com.br> n. 45, em fevereiro/2005.
O ‘Genocídio’ [do latim genus = família, raça, tronco, do grego genos e caedere = matar, cortar] é uma palavra cunhada por Raphael Lemkin em 1944 para especificamente se referir à política do governo nazista de extermínio completo dos judeus, ciganos, comunistas e homossexuais. Até então a humanidade não tinha sofrido nada igual; nunca o crime foi imaginado, racionalmente planejado e executado pelo Estado, em proporções gigantescas. O crime de genocídio constituiu uma das acusações contra os líderes nazistas no Tribunal Militar Internacional de Nuremberg em 1944, e, posteriormente, passou a vigorar na ONU sobre a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio (UNGC), que entrou em vigor em 1951, mas até hoje raras vezes foi aplicado. Lemkin imaginava que a palavra genocídio poderia evocar nas pessoas uma atitude de repulsa ao crime de massa e de luta pelos direitos humanos. A rigor, o genocídio é definido como “crime contra a humanidade, que consiste em cometer, com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, qualquer dos seguintes atos: I) matar membros do grupo; II) causar-lhes lesão grave à integridade física ou mental; III) submeter o grupo a condições de existência capazes de destruí-lo fisicamente, no todo ou em parte...”. (Dic. Aurélio). Também é considerado genocídio, a interdição da reprodução biológica e social de membros de grupos étnicos, bem como também a prática de terror contra supostos inimigos reais ou potenciais. O Brasil regula e define o genocídio pela Lei no. 2. 889, de 1º. de outubro de 1956. A Lei no. 8.072, de 25-07-1990, o considera como “crime hediondo” e, como tal, insustentável de anistia, graça, indulto, fiança e liberdade provisória.
[4] Na verdade, esse “coletivo” tem duas faces: a cultura dos professores da escola e a estrutura técnico-burocrática que orienta o funcionamento da escola. Os programas de formação continuada dos professores, por exemplo, até agora não problematizam sobre a necessidade de mudar (reformar ou revolucionar) o modelo de ensino da escola e sua cultura específica. Para uma análise sobre os programas de formação continuada dos professores, ver: REBELLO DE SOUZA, Denise Trento. Formação continuada dos professores e fracasso escolar: problematizando o argumento da incompetência. In: rev. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.32, n3, p.477-492, set./dez.2006.
[5] Sobre a incompreensão na leitura, ler nosso artigo nessa revista www.espacoacademico.com.br (ver “arquivo do autor”).


Retirado do site : http://www.espacoacademico.com.br/082/82lima.htm . 07 de junho de 2011